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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Easy come, Easy go

Acabei por chegar antes da hora combinada. 
Estacionei o carro no sítio do costume, pode ser o sítio mais banal mas acaba por passar despercebido. Sinceramente é esse o objectivo. Acendi um cigarro, respondi a mensagens pendentes e quando olho de relance para o retrovisor, numa de ver se estava tudo nos conformes, vejo-te a chegar.
Gosto da tua companhia, sempre gostei, mesmo quando dizia que não. Há coisas que não se explicam, e assim é tudo mais fácil. As coisas continuam iguais e tu sabes ouvir, mesmo quando não falo. São amizades.
O caminho torna-se natural, já sabemos onde vamos, aquele lugar onde as luzes esmorecem e a lua brilha mais. 
Não queremos chamar a atenção, mas talvez aconteça mesmo sem repararmos.
Há coisas que não mudam. Um beijo puxa por mais, cada toque induz mais sedução, o calor aumenta e a música, apesar de continuar ligada, deixa de se ouvir. As tuas mãos ainda se lembram das minhas formas e o melhor de tudo isto é que é natural, não pensamos no que fazemos, fluí. 
Pensamos em nós primeiro, e o certo é que resulta. É algo que falta na relação entre as pessoas, naturalidade e calma. 
Há tempo e vontade.
No fim, a amizade mantem-se a mesma, as conversas continuam a acontecer normalmente.  Música, cinema, histórias antigas daquelas que fazem rir até doer a barriga. 
Mais um cigarro, cravo-te o isqueiro porque na minha nunca se encontra nada. Depois?Aproveitamos o resto do momento, falamos mais um bocado, rimos que nem perdemos e pelo meio ainda trocamos carinhos.
"Nada é garantido e assim tem mais piada".

terça-feira, 17 de julho de 2012

Rebound What?


Depois de uma relação acabar, de se passar por aquele período em que se anda mais triste e com saudades, temos o dom de ver o lado positivo, mesmo em coisas banais.
Voltamos a estar mais bem dispostas, voltamos a achar piada a pequenos pormenores, sentimo-nos bem connosco e com o mundo que nos rodeia. Estamos com os amigos e esquecemos tudo, bebemos uns copos e a alegria flui, caímos na cama sem sentir o vazio tão fundo, tão real, tão presente.
Agora vem outro assunto, para uns mais delicado. Qual é o mal de estar com alguém?Alguém com quem não há compromisso, que só dura enquanto houver vontade de estar com o outro - e o outro connosco, onde não há obrigações nem sentimentos, onde não há justificações e com quem nos sentimos bem.
Rebound? Rebound sex? Rebound friend? Rebound thing?
Talvez é um passo para superar, não sei. É sentir que ainda mexemos com alguém, que conseguimos atrair interesse, em que pensamos "I (still) got the moves". Eleva alguma coisa em nós que não tem explicação, mas que sabe bem. Não acho que seja desdenhar de nós, de achar que somos umaporcariaporquefomospostasaumcanto. Nada disso, é um fogo novo que aparece, um sorriso maroto que se forma quando os olhares se cruzam. 
I like.