quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mestrado

Faltam 4 meses para estar licenciada, bem bom. Agora vem o Mestrado.
No meio de várias pesquisas houve um curso que voltou a palpitar: a Comunicação Social, a vertente de Comunicação Estratégica. E o ISCSP oferece-me todas as condições e sendo pós laboral ainda melhor. 
Na escolha da licenciatura ainda andei a cuscar as opções, nas decidi-me por outra faculdade e privada, será desta ISCSP?  

Prada (estudar para ter muitas destas)


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Diário de um divórcio # 3

Este fim-de-semana andei ausente aqui do blog. Do meu e dos vossos. Já estou actualizada de tudo, mas houve um pedaço do meu sábado que ainda está a remoer.

Foi uma escapadinha para fora de Lisboa, mas agridoce. Foi a primeira viagem sem o meu pai, desde que se divorciaram. 
Os meus avós maternos e paternos moram na mesma zona, 5 minutos a pé de uma casa para outra. Os maternos já sabiam o que se passava, com bastantes pormenores. Os paternos não - sabiam que os meus pais estavam chateados, mas achavam que era um arrufo. a minha mãe achou que bastava de omitir e Sabádo foi a noite de visitas. 
A minha avó já não vai para nova, é bastante exagerada nas doenças. Nunca nos demos muito bem, mas a verdade é que é minha avó. O meu avô estava muito sério, de poucas conversas, no cadeirão do costume. Aos bocadinhos fomos contando o que se passa, a minha mãe lá derramou umas lágrimas, a minha avó chorou um rio autêntico, o meu avô sério. Também para o disse no fim mas valia não ter dito nada.
Na altura nem me apercebi. Ele disse, e mais que uma vez, que se o casamento acabou não foi por "falta de amor" Algo grave teria acontecido. Ou a minha mãe ou o meu pai. Bem, achei que fossem discussões. Mas só depois percebi. ele estava a insinuar que haveria traições. Fiquei a ferver por dentro, furiosa. Lá porque em tempos ele foi um fraldisqueiro cá em casa não tinha de ser igual. Malditas mentalidades retrógadas.
E lá está, agridoce. Doce pelas saudades, Agre pelas mentalidades.


PrintScreen # 1


Ritmos # 5




A melodia desta música é qualquer coisa demais. Gosto muito. 

Atitudes


Look like a girl. Act like a lady. Think like a man. Work like a boss
.
 
... e é este o mantra para o final do semestre e para a busca incessante de estágio.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Dirty Little Secret # 3


Quando me começo a a sentir o sangue a correr com mais força, a pulsação a aumentar, os lábios a comprimir é mau sinal, sinal que estou a rebentar. E quando rebento, começo com linguagem suja. Palavrões portanto. Mas fortes, à homem das cavernas (ou será tabernas?). Quando estou assim em cada frase há sempre um palavrão (ou três ou quatro) para reforçar o que sinto. E, acreditem ou não, sai-me sem poder controlar. 
Quando estou mais calma, é capaz de sair um ou outro. Mas quando o "verniz estala" ... Tapem os vossos ouvidos.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

F#$% !

Desde as 5h da manhã que o meu ovário esquerdo parece que vai rebentar. Bendito seja o saco de água quente.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ritmos # 4

Ben Taylor - Wicked Way

Caça Tesouros # 1

Há uns anos atrás, na altura em que saiu o Harry Potter and the Sorcerer's Stone, foi a loucura. O merchandising foi gigantesco e chegou aos supermercados com inúmeros produtos. Aqueles que não me esqueço eram os feijões da Bertie Bott. Eu sei, não eram feijões da Bertie Bott com sabores que nunca mais acabavam, mas era o mais próximo que havia. Eu já conhecia aquelas drageias mas em vez de comprar o pacote normal comprava o do Harry Potter, muito melhor - humhum, ao menos os da Bertie Boot tinham um deles com um ponto de exclamação e os normais não. Fui a única justificação que encontrei agora.


Há uns meses atrás, num dos passeiozinhos habituais pela Baixa-Chiado, espreitei para a Hussel e voltei a encontrar os feijões, todos tão coloridos na montra. Comprei umas quantas calorias lindas e adorei! Voltei a lembrar-me daqueles tempos, obvio que voltei a subir a rua e buscar mais. Muito mais. Quando cheguei a casa, press play Harry Potter and the Sorcerer's Stone e bora lá Bertie Bott.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Guerrilha # 2

O alvo de todas estas campanhas de Marketing de Guerrilha são as pessoas.

Para quem não sabe, as quatro variáveis (quatro P’s) para o marketing-mix são o Price, Placement, Product e Promotion Preço, Ponto de Venda (ou distribuição), Produto e Promoção.
 São estas variáveis que influenciam a forma como os consumidores podem vir a responder ao mercado, assim como a estratégias e acções das empresas. Na área começa a desenvolver-se a teoria de um
 novo P - People. Elas são o ponto fundamental da existência do marketing. O marketing trabalha para elas. 


Depois de uma primeira explicação sobre o que era o Marketing de Guerrilha e os seus objectivos, prometi continuar com mais exemplos - hoje com um toque de açúcar!



Uma das minhas campanhas preferidas. Kit Kat

Um muppie em jeito de saquinho de bombons, e Milka
Hubba Bubba, rolling gum. Billboard em Israel.


Não é preciso dizer muito mais, The Simpson 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Soirée


Acho que a noite de hoje vai começar assim, e com algumas máscaras. Se não começar assim, há de ser parecido ;)

Diário de um divórcio # 2

Acordei cheia de tosse e lembrei-me de quando tinha de tomar um espécime intragável de xarope, que o meu pai só dizia: 


"Abre a boca e fecha os olhos". Com doces idem. 


Tenho saudades. Tenho saudades, dele cá. Tenho saudades, destes carinhos. Tenho saudades, desta preocupação.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Nails Lacquer


Ali o amarelo e o laranjita não me convenceram, mas os outros 7 tons fascinaram-me.
Quando dei por mim, o boy já me estava a arrastar loja fora. A mim e à carteira.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Help!

Não aguento os captchas. Quero tirar para não enervar ninguém que comente o blog.
Estou enervada.
Please? Anyone?

Ritmos # 3

I just want a chance to fly, a chance to cry and a long bye bye.

Erykah Badu - Window Seat

Guerrilha # 1

O que é o Marketing de Guerrilha?
Há várias definições, e para que percebam o melhor é mesmo ir por imagens.
No fundo é um método que as empresas usam para envolver os consumidores com a ela (marca/empresa). Que método? São várias estratégias, sobretudo inovadoras e o mais criativas possível, e tentar atingir sempre com o factor surpresa. Não há uma fórmula exacta, a criatividade não é exacta. Ensina-se a estimular o lado criativo de alguém mas a veia criativa não se dá. Ao desafiar os limites, o objectivo final é conquistar o cliente, muitas vezes pela sedução, e criar uma ligação marca-consumidor. E agora, para ficarem bons entendedores, txaram! Bons exemplos (na minha opinião, off course).


Vista picado num centro comercial. As pulguinhas que atormentam o cão são as pessoas. Genial.

Na lateral de um edíficio, um poster com tecido esvoaçante.

Pegas de autocarro, experimente o relógio.

No words, Axe.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Cinema & Leituras

Chega a altura dos Óscares e há dois dos nomeados que despertaram interesse. Quero ver o filme, claro, mas primeiro gostava de ler os livros que inspiraram o filme e levaram à adaptação.


Here they are:


As Serviçais (The Help) Sinopse retirada do site WOOK


Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo. 
Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade. 

Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza


Os Descendentes (The Descendants) Sinopse retirada do site WOOK


Tendo como cenário a paisagem exuberante do Havai, Os Descendentes é uma obra de estreia acerca de uma família pouco convencional que se vê forçada a unir-se e a recriar o seu próprio legado. Matthew King é advogado e um dos homens mais ricos do Havai. Mas a sorte muda quando, Joanie, a sua mulher, sofre um acidente numa corrida de barco que a deixa em coma. Esta situação acarreta novas responsabilidades para King, entre as quais aprender a lidar com as duas filhas, a pequena rebelde, Scottie, de dez anos, e Alex, uma adolescente de dezassete, que acaba de passar por uma desintoxicação de drogas. Entretanto, surpreendido por revelações inesperadas, King decide empreender com elas uma viagem...

Antes de divulgar aqui no blog já tinha lido sinopse e até algumas críticas e quero muito ler os livros e depois ver a adaptação ao cinema.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Engolir sapos

(autoria de Luís Fernando Veríssimo ©)
... em forma de agradecimento ao boy, por não ser esta personagem.

"Era uma vez, numa terra muito distante, uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela deparou-se com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico.  Então, a rã saltou para o seu colo e disse:  

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.  Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.  Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.  A tua mãe poderia vir morar connosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre... 



Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma: 

- Eu, hein?... nem morta!"

Santini


Os italianos chamam-lhe La ciliegia. É um sabor que não podia falar no gelati più fini del mondo, e claro, é o meu special one. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Takes - Cinema # 1

Em The Butterfly Effect, Ashton Kutcher interpreta a personagem de Evan Treborn, um jovem estudante universitário no ramo da psicologia. Ao longo da sua infância e adolescência debateu-se com vários problemas, tais como desmaios e bloqueios de memória. Após o reencontro com amiga e amor de infância, Kayleigh (papel desempenhado pela actriz Amy Smart), Evan descobre que ao ler seu diário consegue voltar para o passado, reencarnar no próprio corpo mas com a consciência do presente. Rapidamente descobre que ter o dom de manipular o passado não significa controlar o futuro. Aquando as “viagens ao passado”, o futuro muda dando assim lugar a uma densa história, repleta de histórias paralelas à principal. O filme tem três finais diferentes (cada canal de TV escolhe um mas no DVD podemos assistir a todos)


       

        Revi-o há pouco tempo, vezes a mais. Reason why? Um trabalho para uma cadeira na faculdade, sobre o estudo e análise audiovisual. Passei muitas noites em frente á televisão com o comando do dvd entre o play e o pause, e sempre com o computador a postos.

No fundo, agradeci. Ao longo dos 133 minutos há de tudo. Todos os pormenores tinham de ser ligados à tonelada de teoria da disciplina, e em análise técnica de enquadramentos, há muita escolha com planos e enquadramentos. Para organização de imagem (simetrias, terços, quadrantes, equilíbrio de volumes e perspectivas) idem.  

O filme tem muita tensão, o tipo de captação de imagem é muito particular, tudo muito envolto no obscuro. O guião está feito de maneira a que não se adivinhe o final, e sem dar ponta de ideia do que virá a seguir. A complexidade da mente humana está bem retratada no filme, mas também a ideia que muitas vezes há de “Como teria sido se eu tivesse feito isto? Ou não?...". Quantas vezes não queremos voltar atrás na nossa vida? Eu julgo que no filme há também a mensagem de que não se deve pensar assim, porque se os acontecimentos da nossa vida se passaram assim é porque o destino assim o quis e se tivesse sido de forma diferente, poderia não ter corrido tão bem.  Tudo tem uma razão de ser, é a conclusão que tiro.

 Valeu-me muitas páginas e um 17.


Little Secret # 1

Quem diz que não tem um segredo está a mentir. Básico.

Todos temos alguma coisa só nossa ou alguma coisa que não queremos que se saiba. Podem ser as coisas mais graves, mais chocantes ou simplesmente nada de especial. Acho que um segredo e uma mentira são separados por pouco, os segredos trazem sempre mentiras coladas, qual íman qual quê. 

Decidi revelar o primeiro segredo:

Little Secret # 1 I was someone's dirty little secret



Sim, eu sei, shame on me! 
No fundo, chegou a uma altura que nem eu sabia se eu é que era ou não o segredo obscuro dele. O certo é que fui, magoei muito mas também senti o reverso da história.
Comecei sendo a outra, depois era a única, depois era a outra, depois era a única, depois era a outra, depois era a única. 

Pois, para ele só digo: " I hope you burn in hell, asshole"

domingo, 12 de fevereiro de 2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Infinito



Tattoo Artist - A. Netto. 10.02.12
"Não tem início nem fim, não tem limites. Absoluto e Eterno"  

É assim que gosto de definir tudo aquilo que faço. Gosto de não impôr barreiras ao meu trabalho, aos meus objectivos, às minhas relações - quer seja com o meu namorado, com as minhas meninas, com a minha família. Claro que nem tudo é tão simples. 

Por vezes penso demais, e secalhar não devia.
Por vezes sinto demais, e secalhar não devia.

 Secalhar o que penso não tem início nem fim. Secalhar o que sinto por quem gosto não tem ínicio nem fim. 



Secalhar não vivo de limites. Vivo do Infinito.




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Around Europe # 1



Já tive a oportunidade de visitar 11 países. 

Vivi na Bélgica e agora fico-me por Portugal, mas à lista podemos juntar Espanha, Gibraltar, Andorra, França, Suíça, Alemanha, Holanda, Luxemburgo e Áustria. Não há nenhum deles que não me deixe saudades e a vontade de poder voltar a visitar cada um deles é cada vez maior.


Guardo um carinho maior pela Bélgica. É bom acordar, abrir a janela e só ver neve. Por outro lado,  é bom acordar, abrir e janela e sentir o calor e o cheiro a primavera. É um lugar  cheio de magia, e apesar de muito boa gente detestar o francês  ... Eu adoro ;)



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

My Micra


26 mil km, 11 anos. Pé na embraiagem, ligo o motor e faço disparar o índice de interacção entre mim e o carro. Com direito a porta-chave com bling, quando entra na ignição e o deixa arrancar, ruma a novos e vários quilómetros, com cantorias, diversão e aventuras, velocidade e várias tentações, fazem-me sentir próxima daquele que é o primeiro carro. Com o interior do carro a esconder confidências enquanto vagueia no asfalto, acaba por fazer parte das novas memórias que se criam pela miscelânea de sentimentos que carrega.
Leitor a cassetes, mas agora com um miraculoso adaptador usb, uma marcha-atrás teimosa para entrar como nunca vi, a bomba de água do limpa pára-brisas já me anda a informar que vai para a reforma, ultimamente (e creio que futuramente) o ponteiro da gasolina gosta de namorar com a entrada da reserva … Mas pronto, são estas pequenas lacunas que dão mais valor a cada quilómetro, que constroem uma história impossível prever o que virá a seguir da próxima curva, mas que me deixa sempre confiante de que será certamente o melhor primeiro tapete voador que poderia ter recebido!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Technologic

          
                  O Xperia está em coma. 

                  Pois é, o meu telemóvel deciciu retirar-se uns tempos de actividade, contra a minha vontade claro está. 
               Apesar de não sofrer de violência doméstica, pancada e quedas, de até ter uma roupita toda bling, de não passar fome de bateria ... Decidiu adoecer, como quem diz que deixou de carregar, e sem bateria qual é o gadget que funciona? Great! Agora fico a espera de uma chamada da Phone House, a dizer que acordou e que não tenho de pagar taxas moderadas de arranjo. 

                 Enfim, technologic.

Diário de um divórcio # 1



Calma, não é o meu divórcio. Esta etiqueta serve para relatar o diário deste divórcio, fim de um casamento de 25 anos e 5 de namoro, nada menos que a relação dos meus pais.

                Há questões que podem ser evitadas durante dias, meses, anos e até décadas mas nunca para sempre. Este é o caso, e custa ainda mais por nunca me ter apercebido disso. Como em qualquer casal e família há discussões, de tempos em tempos - algumas pequenas e outros autênticos bombardeamentos. Sendo algo considerado “normal”, nunca me apercebi na diminuição de sentimentos nem nada que se pareça. Numa das discussões caiu o maior bombardeamento, qual Hiroshima e Nagasaki: Já não gosto de ti. Vai ser uma frase que não vai sair do meu pensamento, até hoje foi a frase que mais me marcou. A voz do meu pai faz eco nos meus sonhos ...

                Sempre fui uma menina mimada pelos meus pais, materialmente sempre tive tudo aquilo que queria, vivi em vários países e viajei, andei em boas escolas, estou na faculdade privada, uma família linda e dedicada mas sobretudo sempre tive todo o amor dos meus pais. Custa-me não ter o meu pai em casa, como sempre foi hábito. Custa-me não passear ao fim-de-semana com o pessoal cá de casa. Custa-me não jantar em família. Custa-me o Bom Dia e a Boa Noite, presencial. Custa.

              E só passou um mês, desde que porta se fechou e a minha família se destruíu.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ritmos # 1





... sim, a versão original é dos Maroon 5 mas o Casey Abrams conseguiu dar-lhe um toque especial. Foi o suficiente para me fazer apaixonar por ela, ao ponto ouvir vezes sem conta. 
Sou fã assumida do Adam Levine mas rendi-me a este cover.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Diabinhos na Cabeça


         
                Pequena, com o cabelo cheio de canudos e irrequieta, assim era eu. Tinha apenas três anos e lá estava eu num hospital a aguardar notícias da operação a que meu pai estava a ser submetido. Tumor cerebral, contaram-me. Mas para chegar até aqui é preciso voltar atrás no tempo e relembrar como se chegou aqui.

                Com apenas meses de vida tinha-me mudado para a Soignies. Ser militar acarreta obrigações, e a família acaba por também as ter. A adaptação foi fácil, as pessoas eram sociáveis e eu já falava francês. Tinha uma vivenda grande e espaçosa e os meus pais tinham refeito a vida neste novo país. Passaram-se três anos, a minha mãe estava grávida e eu feliz. Sentia-me bem, livre e completa, no auge da minha infância. Tinha amigos, estava num colégio francês perto de casa e ainda passeava com os meus pais pelo país e pelos países que faziam fronteira.

                Mas com o passar dos dias, eu apercebia-me que algo não estava bem, na minha simples ingenuidade e tenra idade, eu sentia-o. Reinava a preocupação em casa e tudo era vivido com se fosse acabar. Perguntava o que se passava até que um dia soube – O pai tem uns diabinhos na cabeça que lhe andam a fazer mal e agora os médicos vão ter de fazer uma operação para os tirarem e para tratarem da ferida que fizeram. Mas atenção, é muito difícil.

                Nunca podiam tirar-mo de mim … mas o que tem de ser tem muita força e chegou o dia. Apesar de tão pequena, soube ver a pressão que pairava no ar. A preocupação da minha mãe e dos meus avós que tinham chegado de Portugal, acumulada com o cansaço da viagem. As horas passavam e eu percorria o corredor, a cantar baixinho todas as canções que cantava com o meu pai até quando vejo, finalmente, o médico. Pelo olhar eu sabia que eram boas notícias e nem deixei o médico acabar, corri para o quarto do meu pai, corri muito para não me apanharem. Entrei e fechei a porta. A imagem ficou marcada, aquele olhar quando os olhos se cruzam é impossível de ser colocado por palavras.

                Os diabinhos foram embora. Assim espero.