terça-feira, 6 de março de 2012

Entre.linhas # 1



Quando vi o livro nas prateleiras das livrarias, ignorei. Quando reparei na Isabel Allende a falar na televisão sobre o livro, ignorei. 
No Natal foi impossível ignorar que era um presente para mim.
Queria aproveitar as férias de Natal para ler. Comecei  e foi um tormento. As páginas custavam a passar, a Maya era uma chata e a história não desenvolvia. Tão depressa se falava do presente como do passado mas sem lógica, não entendia nada. E atenção, comigo normalmente é o contrário, já que percebo as coisas cedo demais.
Custava-me a acreditar que a Isabel Allende tivesse mesmo escrito este livro. Comecei a pô-lo de parte mas achei injusto, resolvi dar uma segunda oportunidade - à Maya e à Allende.
Não me arrependi. Passadas algumas páginas era impossível descolar os olhos do livro e parar de ler. O passado nas drogas é bastante descritivo, assim como aquilo que fazia por uns tragos de álcool ou heroína.  Ah sim, por isso é que ela tem um ar tão doente na capa, está completamente perdida no submundo da droga.  A história relata o seu passado, asneira atrás de asneiras são descritas no seu caderno, caderno esse que decidiu começar a escrever enquanto se encontrava escondida no Chile por ordem da avó, para evitar problemas pelas asneiras do seu passado.  
Vale a pena ler, e antes de acharem que já contei tudo o que se passa no livro desenganem-se. Há muitas histórias, umas bastante chocantes, outras mais tranquilas, mas sempre imprevisíveis.  

6 comentários:

  1. Embora não conheça a escritora, nem este tipo de livro faça o meu género, tenho de confessar que lhe conheço muito bem a capa, sempre que passo numa livraria este parece estar sempre em destaque e por isso chama muito à atenção.

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    1. Não conheço bem o teu género de leituras mas acho que este livro seria uma surpresa agradável para ti =)

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  2. Ainda bem que acabas-te por gostar :)

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    1. Olha quem voltou ;) Logo que possa respondo a tudo.

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